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Curiosidades

Conheça o “golpe do entregador” que tem aterrorizado pessoas no Brasil todo

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Os serviços de entrega, tanto de restaurantes quanto de supermercados, estão em alta devido ao isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2). E, claro, toda e qualquer situação de crise é ambiente fértil para golpes, como já vimos em diversas situações noticiadas aqui pelo Canaltech. A mais recente, porém, tem dado muito trabalho à empresas como iFood e Rappi.

Conhecido como “Golpe da Maquininha”, esse truque consiste no pagamento de uma espécie de taxa extra que, no fim das contas, acaba sugando muito mais dinheiro dos clientes e vítimas. Ao chegar em sua residência, o motoboy ou entregador saca uma maquininha com visor quebrado e solicita que você autorize a cobrança dessa taxa que, segundo eles, seria em virtude da alta demanda causada pela pandemia. Segundo o Procon-SP, em meio as 35 reclamações recebidas pelo órgão, há relatos de pessoas que tiveram até R$ 5 mil subtraídos de suas contas e cartões de crédito.

As empresas que tiveram entregadores golpistas identificados, iFood e Rappi, não se responsabilizaram pelos crimes, alegando esses profissionais são independentes e que prestam o serviço de entrega sem qualquer vínculo jurídico-trabalhista, apesar de já terem expulsado todos os envolvidos de suas respectivas plataformas e também restituído os valores às vítimas – desde que apresentados os extratos e boletins de ocorrência.

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Procon-SP aciona a polícia

Apesar da aparente resolução dos casos, o Procon-SP vai iniciar uma investigação contra o iFood e o Rappi. Na segunda-feira (27) o órgão encaminhou ofício ao delegado divisionário de investigações sobre infrações contra o consumidor do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), solicitando instauração de inquérito policial contra as empresas para averiguação de suas responsabilidades penais cabíveis com relação a eventuais crimes praticados por alguns de seus entregadores.

A base da denúncia, além do comportamento óbvio dos entregadores e da maneira como eles foram selecionados, tem como base o artigo 34 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que estabelece a responsabilidade solidária do fornecedor pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos, sendo, portanto, corresponsáveis pelo ressarcimento dos valores cobrados fraudulentamente.

Caí no golpe. O que eu faço?

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Independente da forma como você realizou o pagamento dessa taxa extra cobrada pelos entregadores golpistas, o procedimento é bem parecido. Antes de mais nada, desconfie de toda ou qualquer cobrança que já não tenha sido solicitada pelos aplicativos no ato da compra. Se você fez o pagamento on-line, é muito mais fácil de se prevenir, mas, ao optar por pagar na entrega, a situação pode se complicar e muitos podem ser enganados.

Para o caso do pagamento com o cartão de crédito, entre em contato com o banco ou fintech emissora e peça o estorno do valor que foi subtraído. Lembre-se de ter em mãos o registro do Boletim de Ocorrência, que pode ser feito online na maioria das cidades e é de fundamental importância para ter seu dinheiro de voltam, e também do recibo ou cupom fiscal da compra original.

Já se você utilizou o cartão de débito, além de solicitar o estorno, peça o nome da empresa responsável pela máquina utilizada para a cobrança. Isso deve ser feito porque quando um pagamento no débito pé feito, o dinheiro, antes de ir para o restaurante, há um processo de ordem que passa pelo iFood, o banco e, claro, a empresa que fez a maquininha. Essa companhia em questão pode bloquear o valor e te devolver antes mesmo de chegar à conta dos golpistas.

Há, também, a possibilidade de o pagamento ser efetuado por meio dos vale-refeição. Embora não tenham casos registrados, o procedimento também é parecido para que o seu crédito seja recuperado.

Fonte: via

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