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Coronavírus

De partir o coração! Confira os estragos que o Coronavírus trouxe além da doença

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O ano de 2020 vem sendo marcado pela pandemia do novo coronavírus, que mais do que prejudicar a economia do mundo todo, vem trazendo números inimagináveis de mortes todos os dias. Ao todo, mais de 286 mil pessoas vieram a óbito devido à COVID-19.

A concentração nos esforços para combater a pandemia vem trazendo graves efeitos colaterais no planeta, como o aumento da pobreza, e por isso é preciso se preocupar não só com as consequências diretas do problema, como as indiretas, que vêm sendo gravemente negligenciadas.

O site Vox listou quais são os efeitos colaterais da pandemia que já estão aparecendo e que precisam de mais atenção neste momento:

Redução na procura de vacinas e atendimento médico

Para evitar visitas a hospitais e postos de saúde, ficando expostas à COVID-19, as pessoas vêm adiando o momento da vacinação, seja nelas mesmas ou nos filhos, deixando a saúde de toda a família mais vulnerável.

Sem as vacinas necessárias, crianças acabam ficando desprotegidas de doenças perigosas que podem facilmente ser evitadas, como sarampo, poliomielite e difteria. De acordo com especialistas, as taxas de contaminação por doenças como estas podem aumentar nos próximos anos devido ao cenário de pandemia.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) já advertiu que a interrupção dos programas de controle da malária na África Subsaariana, devido ao novo coronavírus, pode causar o dobro de mortes pela doença neste ano.

Além da procura médica por vacina, as pessoas estão deixando de buscar atendimentos por casos que podem ser graves, como infartos e ataques cardíacos. Pessoas que sentirem estes sintomas precisam, urgentemente, buscar ajuda médica, pois quanto antes o tratamento for feito, menores serão os danos ao coração e cérebro, que uma vez danificados, podem trazer danos irreversíveis.

Doenças sexualmente transmissíveis também podem começar a se apresentar em grandes proporções mundialmente, inclusive prejudicando a batalha contra o HIV pelo fato de as pessoas não estarem indo aos hospitais para realizar o teste.

Imagem: Reprodução

Cirurgias e transplantes adiados

Muitas pessoas passam uma vida inteira esperando pela doação de um órgão, e muitas vezes esse transplante é essencial para a sobrevivência de um paciente. No entanto, devido às preocupações com a COVID-19, transplantes de órgãos e cirurgias de câncer foram colocadas em espera.

Além do perigo de contaminação, outros motivos provocam esse adiamento, como a reserva de respiradores e outros equipamentos necessários para a COVID-19, como também os de proteção, bem como a disponibilidade de leitos. Esse adiamento, infelizmente, pode ser crucial para alguns pacientes, principalmente aqueles que já estão em estágios avançados de doença.

Aumento da pobreza e da fome

De acordo com o Programa Alimentar Mundial, das Nações Unidas, o mundo pode entrar em algo chamado de “pandemia de fome iminente”, no qual 300 mil pessoas podem morrer de fome todos os dias nos próximos três meses. Para evitar isso, é preciso manter a ajuda humanitária fluindo mesmo com o fechamento de fronteiras.

A pobreza global também pode aumentar, de acordo com estudo realizado pelo King’s College London e pela Universidade Nacional da Austrália, levando mais de 8% da população à pobreza, atingindo 500 milhões de pessoas. Com isso acontecendo, o mundo terá desperdiçado 30 anos de desenvolvimento econômico.

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Risco de pandemia bacteriana

A pandemia do novo coronavírus também pode trazer uma pandemia bacteriana, estimulada pelo aumento de uma crise de resistência a antibióticos. De acordo com dados de hospitais de todo o mundo, como nota o site Wired, uma grande parte dos pacientes estão tratando infecções secundárias durante o tratamento de doenças respiratórias ou somente pela hospitalização.

Além disso, pessoas estão tomando antibióticos por conta própria, de forma errônea, acreditando ser uma proteção contra o novo coronavírus. O uso em excesso de antibióticos pode provocar resistência contra a sua ação, fazendo com que os medicamentos não consigam mais matar certo tipos de bactéria.

Imagem: Reprodução

Interferência em pesquisas científicas

A crise do novo coronavírus acabou paralisando ensaios clínicos que não são relacionados à COVID-19, o que pode ser altamente prejudicial a pacientes com doenças raras ou complexas que precisam dessas pesquisas para se curarem. Mesmo se não houvesse a paralisação, submeter esses pacientes a testes pode comprometer a sua saúde, caso a imunidade seja fraca.

Além disso, um estudo realizado em abril e divulgado no site The Lily mostrou que mulheres cientistas não estão conseguindo entregar seus artigos científicos durante a pandemia por estarem mais tempo em casa, sendo, em grande parte, as únicas responsáveis por cuidar dos filhos — que também estão em isolamento social.

Minorias mais afetadas

Mulheres, diferentes etnias, pessoas LGBTQIA+ ou em situação de rua são as que mais estão sentindo os efeitos colaterais da pandemia. Entre os exemplos estão os casos de violência doméstica, que tendem a crescer ainda mais pela obrigação de estar ao lado do parceiro a todo momento. No Brasil, segundo informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as ocorrências de violência contra a mulher aumentaram nos estados do Acre, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Pará e São Paulo.

Em relação à população LGBTQIA+, com o fechamento de dormitórios de universidades, por exemplo, muitas dessas pessoas não têm uma casa de família para retornar. Já pessoas em situação de rua estão mais vulneráveis ao novo coronavírus — não só por ser mais fácil contrair a doença, como também ser mais complicado conseguir o atendimento necessário.

Fonte: via

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