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Curiosidades

É isso o que acontece com o seu corpo quando você passa muito tempo de jejum

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Todo mundo sabe que o corpo humano é saudável ou não, em parte (em grande parte) como resultado de como é alimentado, ou do que não é ingerido. Por isso nenhum dos extremos – comer demasiado ou não comer – são indicados quando se trata de saúde.

Fato é que algumas horas sem comer já causam efeitos no corpo. Quando deixamos de fazer uma refeição já é possível notar-se irritação, certa confusão mental, tremores e cansaço devido à hipoglicemia, que acontece quando baixam os níveis de açúcar no sangue. Para evitar a hipoglicemia, o correto é fazer 3 refeições no dia e de preferência no mesmo horário.

Não se sabe ao certo quanto tempo uma pessoa pode ficar sem ingerir qualquer comida, isso varia muito de acordo com o peso, já que os gordinhos têm mais reservas armazenadas, a idade – crianças e idosos sucumbem mais cedo – o clima, acesso à água, etc., porém, especialistas dizem que o máximo que se pode ficar sem comer são 50 dias.

O que acontece quando ficamos sem comer?

Se você imaginou que morremos, está certíssimo. Este vídeo mostra o que acontece e faz um apelo ao final. Vale a pena ver e constatar que do momento em que não recebe alimento até a hora final o nosso corpo passa por etapas muito difíceis. Confira:

Até 6 horas

6 horas de jejum não é um absurdo. A maioria das pessoas já passou por isso. O organismo continua trabalhando normalmente transformando glicose em glicogênio.

Entre 6 e 24 horas

O corpo queima gordura para se manter funcionando, é a chamada “cetos e”. Liberamos cetona na urina, fezes e respiração – daí o motivo do mau-hálito. É plenamente saudável quando a cetose vem da privação de carboidratos como nas dietas zero ou low carb, e muito ruim quando vem da desnutrição ou cetoacid ose diabética. O humor já dá sinais de irritação. Passando desse período pode acontecer desmaios.

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Até 72 horas

O cérebro já passa a sentir a falta de glicose e reduz seu trabalho a 75-60%. Irritabilidade e sonolência moderada. As reservas do fígado são acionadas, o metabolismo desacelera e começam a ocorrer alterações hormonais.

4 dias

O corpo faz o possível para o cérebro se manter vivo. Já consumiu a glicose e parte da gordura armazenada pelo fígado, continua a quebrar as células de gordura para transformar em energia. Por essa altura já começa a utilizar as proteínas dos tecidos na busca por energia. É como se o corpo começasse a comer a si mesmo, quebrando as proteínas em aminoácidos e convertendo em glucose. Nota-se dores de cabeça, vertigens.

Entre 1 e duas semanas

O corpo luta desesperadamente para conseguir energia. Queima o que encontra pela frente, qualquer resquício de energia em músculos e tecidos. Já está muito fraco e poupa energia onde for possível, inclusive no fechamento ou cicatrização de feridas (se tiver com feridas, podem gangrenar) e diminuindo a temperatura corporal. A morte pode ocorrer devido à baixa imunológica que deixa o organismo sujeito a contrair doenças, e também à possibilidade de infarto e à desnutrição aguda, pois o corpo começa a perder vitaminas e sais minerais. Geralmente o que mata nas greves de fome é a insuficiência cardíaca. Os tecidos do coração ficam muito débeis para bombear o sangue, e o resto do corpo entra em colapso.

Entre 3 semanas e 50 dias

A essa altura somente sobrevive quem tem gordura acumulada e acesso à água. Se tiver reservas capazes de manter o cérebro funcionando, é possível sobreviver até por 70 dias. Caso contrário, é morte.

O mais triste é saber que milhões, mais exatamente 815 milhões de pessoas em todo o mundo passam por isso. Por outro lado, a obesidade mundial mais do que dobrou entre 1980 e 2014. Em 2014, 600 milhões a mais de pessoas estavam obesas, o equivalente a 13% da população adulta mundial.

Fonte: via

Imagem: vgstockstudio/shutterstock

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