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Curiosidades

Motorista de aplicativo inova para se proteger do coronavírus nas viagens

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Como trabalhar no meio da crise da Covid-19, e ainda proteger sua saúde? É uma pergunta que muitos brasileiros, envolvidos com os serviços essenciais, têm se feito. Para evitar o coronavírus, um motorista de aplicativo teve uma ideia inusitada e instalou uma cabine de acrílico que isola somente o banco do condutor do carro.  

De Feira de Santana, na Bahia, o técnico em eletrônica e com experiência na fabricação de aeronaves, Érico Dutra, de 53 anos, instalou sua cabine particular, de acrílico, em março de 2020. Enquanto pensava em como se proteger, o motorista de aplicativo soube de outro condutor que uso plástico filme para forrar o veículo. Inspirado pela ideia, produziu a estrutura isolante.

“Fiquei com medo de pegar alguém contaminado, me contaminar e transmitir para o meu pai. Fiquei 10, 15 dias sem trabalhar, preocupado com isso. Um dia, minha mãe falou do caso de um rapaz que pegou plástico filme e enrolou no carro na parte que o passageiro senta. Nesse momento, lembrei que tenho placa de acrílico em casa. E, aí, eu fiz a cabine. Essa cabine não é barata, mas eu tinha em casa”, explica Dutra para o G1.

Além da avançada idade (85 anos), o pai de Érico sofre com Parkinson e asma, ou seja, duas doenças crônicas e pré-existentes que podem dificultar ainda mais sua recuperação caso contraia o novo vírus.

Outra preocupação do motorista era com os casos assintomáticos: “Existem pessoas que são assintomáticas e eu poderia ser uma dessas pessoas. Já pensou passar para os passageiros? Pensei nos dois lados”.

Processo de montagem

Para desenvolver a estrutura toda em acrílico, Érico demorou pouco mais de quatro dias. Também aproveitou o conhecimento que da época em trabalhou, durante nove anos, em uma fábrica de aeronaves na região.

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“O gasto que eu tive foi dos dias que deixei de trabalhar para fazer. Passei quatro dias e meio, tive que ajustar a posição do banco. Uma folha dessa custava, na época em que comprei, R$ 300, e mais R$ 120 para a transportadora trazer. Mas eu já tinha ela em casa”, comenta Dutra.

Mesmo com a cabine, Dutra continua higienizando o carro entre o embarque e desembarque dos passageiros. “As pessoas pegam o vírus com um metro de distância umas das outras. Sei que as partículas vão bater no acrílico. Então, pelo menos três vezes, durante o dia, eu faço a limpeza com detergente e água sanitária. Se pego alguém que foi para hospital ou saiu do hospital, eu o deixo na localidade e, depois, limpo [o carro] todinho por dentro. Coloquei álcool em gel, carregador de bateria, celular e uma porta para eu não ter muito contato com passageiro”, alerta o motorista.

Até o momento, a ideia de Dutra tem sido muito bem aprovada entre os seus passageiros. Inclusive, ele tem recebido parabéns pela iniciativa. De acordo com o Ministério da Saúde, o estado da Bahia, até os dados oficiais de ontem (13), contava com 6.547 registros da COVID-19 e 236 óbitos em decorrência da infecção.

Fonte: via

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