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Curiosidades

Pessoas inovam na hora de tomar sol na quarentena e viram registro histórico

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Durante a quarentena, quem está dentro de casa tem aderido a uma nova tendência — e publicado nas redes sociais, claro — para tomar sol e garantir o estímulo de obtenção da vitamina D recomendado por especialistas. Uma foto em que pessoas aparecem na janela de sunga e biquíni, feita pela fotógrafa e socióloga Daniella Xavier, de São Paulo (SP), viralizou no Twitter como um registro dos “vitaminers D na quarentena”. Não faltam também Stories e fotos no Instagram de pessoas tomando um solzinho dentro de casa.

Qual é a importância desse hábito, em tempos de quarentena?

Em cidades em que o sol tem aparecido — mesmo acompanhado de temperaturas amenas e por pouco tempo — é normal que, dentro de suas casas, as pessoas procurem um jeito de receber os raios solares. Anitta, por exemplo, mostrou em seus Stories do Instagram a marquinha de biquíni que conseguiu fazer apenas neste período de isolamento social.

Na foto de Daniella, os moradores de um prédio aparecem sentados e deitados em um parapeito, próximos a suas janelas, tentando aproveitar os benefícios do sol. No Twitter, a foto, que foi registrada a partir da janela do quarto da fotógrafa, em direção à Avenida São João, na Santa Cecília, foi classificado como “histórico” pelos usuários — percepção com que ela concorda.

“Foi o isolamento que me permitiu fotografar de dentro de casa, e possibilitou uma troca poética a partir desses lugares; e ela também nos identifica como sujeitos históricos”, afirma

“A pandemia tem nos exigido de forma diferente ter essa construção histórica, requerendo adaptações profundas na vida social. Nesse sentido, a foto retrata não somente um cuidado com a saúde, mas também outras disposições para o convívio social (tinha música e mais pessoas nas janelas dos outros prédios). Mas claro, é apenas um recorte dentro da enorme desigualdade neste contexto de crise, ainda mais em se tratando do centro de São Paulo e da realidade de tantas pessoas que não acessam as mesmas condições de autocuidado”.

Daniella disse que o hábito de “botar a cara no sol” dos vizinhos não acontecia antes do isolamento. “Talvez antes tomassem sol no Minhocão. Afinal, sol é energia, não pode faltar!

“Marquinha arrastão” e dicas para banho de sol

Quem não tem piscina, ou área comum no prédio — em que não aconteça aglomeração, claro — caça com janela. Porém, alguns usuários no Twitter brincam com a ideia de formar uma “marquinha arrastão”, pelo fato de terem redes de proteção que formam um desenho de meia-arrastão na pele.

Existe também quem já tenha naturalizado a ideia de ver os vizinhos de biquíni, sunga — ou mesmo, pelados —durante esses tempos.

Outros, se expõe ao sol mesmo quando a janela é de vidro, o que, vale dizer, não tem o mesmo efeito benéfico que receber os raios solares sem qualquer impedimento. Em entrevista ao VivaBem, a dermatologista Juliana Toma comentou que a obtenção da vitamina D é impedida se a exposição à luz se der nessas condições, e praticamente inexistente no início e no final do dia, pois os raios solares chegam fracos ou com dificuldade.

Tempo de exposição e cuidados

Se a meta é manter o banho de sol sem deixar o rosto ou a cabeça à mostra, deixar pelo menos 15% do corpo em exposição solar já é o suficiente, afirmam os especialistas.

A recomendação é de adultos saudáveis mantenham essa rotina pelo menos três vezes por semana, sem aplicação de protetor solar na área a ser exposta, pois isso impede a produção de vitamina D. Os tempos: de 15 a 20 minutos por dia para pessoas de pele branca, até 1 hora para quem tem pele negra e cerca de 30 a 40 minutos para quem tem um tom de pele intermediário.

Fonte: Uol e Viva Bem

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